Toda Unanimidade
              é Burra!

Segunda-feira, Abril 26, 2004
"Gastamos US$ 900 bilhões com defesa em nível global... e algo entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões com desenvolvimento", afirmou Wolfensohn (James Wolfensohn, o presidente do Banco Mundial). "Um dia desses, sugeri, com humor, que se investíssemos US$ 900 bilhões em desenvolvimento, provavelmente não precisaríamos gastar mais de US$ 50 bilhões com defesa".
Financial Times

Quando os países começarem a perceber a verdade dessa declaração e começarem a cortar da própria carne, verão que vão se machucar muito menos assim...


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Sexta-feira, Abril 23, 2004
No Brasil, melhor que ganhar na loteria, é nascer índio.
Usufrui das vantagens e dos direitos de uma sociedade capitalista e não tem nenhum dever. Pode fazer o que quer, desde explorar reservas de diamantes, negociar com contrabandistas, comprar armas e carros até matar e mutilar pessoas (que não eram santos, mas mesmo assim eram pessoas, e tiveram seu direito à vida e a um julgamento negados pelos ingênuos índios).
Agora o governo com sua ingenuidade de esquerda utópica vai dar aos índios o direito de explorar as reservas de diamantes no país! Pra quê? Só se for pra índio andar de picape, tomar Coca-cola, usar internet via satélite e ter celular. Espera aí? Então qual é a diferença desse índio pra um homem civilizado qualquer? Só a cor da pele e o fato de ter apenas direitos sem deveres.


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Terça-feira, Abril 13, 2004
Tem gente que gosta de fazer um drama.
O vice-governador lança a idéia de cercar a favela da Rocinha com um muro e há uma gritaria geral de que muro é segregador.
Deve ser realmente um crime separar os moradores da favela dos moradores da floresta, né?!
O muro que isolaria a Linha Vermelha das favelas (este sim, altamente segregador - deixa os favelados morrerem, desde que não atinja os motoristas da via expressa) não deu tanta gritaria quanto esse.
O muro que separaria a Rocinha da floresta só teria uma utilidade: evitar o crescimento da favela na direção da floresta (isso se o governo não permitir construções do outro lado do muro). Não teria influência quase nenhuma sobre casos de violência como estes que estão ocorrendo agora. O anúncio de tal muro neste momento é só pra desviar atenção (tática muito comum desse governo) e ao invés de atacar os problemas reais da construção desse muro, esses "ativistas" ficam levantando bandeira só por levantar.


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Quinta-feira, Abril 01, 2004
Eu acredito que, em parte, a pirataria é uma reação natural da sociedade ao abuso de preços e monopólios cruéis criados pelo capitalismo selvagem. Mas, não há dúvida que é uma prática que deve ser combatida pelo governo do mesmo modo que este deve usar de todos os meios para criar condições de competição e impedir abusos e monopólios.
No caso da informática, por exemplo, eu acho que uma pressão sobre a pirataria alavancaria o Linux que seria a alternativa viável aos preços aviltantes da Microsoft. Nas áreas onde realmente não há competição deveriam haver políticas de incentivo à produção de similares ou onde nem isso for possível, deveria haver a intervenção do governo para impedir absurdos.
Mas, tanto se fala de pirataria, e você anda pelo centro da cidade e se assusta com o que vê. São bancas e mais bancas com CDs e DVDs piratas com capas mal impressas e às vezes até de produtos ainda não lançados. Isso tudo ao lado de dezenas de guardas municipais e policiais militares. É de cair o queixo.
Às vezes eu imagino que essa cidade precisaria de um "choque de ordem" assim como o Giulianni (não sei se é assim que se escreve) fez em NY. Uma operacão "tolerância zero" em relação ao comportamento do povo, porque quando uma pessoa vê uma cena como essa no centro da cidade acha que pode fazer o que quiser.


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